Santo Antônio Maria Pucci

12 de janeiro

Santo Antonio Maria Pucci

Totalmente voltado para Deus e para o seu rebanho

    Antônio Maria Pucci nasceu em Poggiole, na diocese de Pistóia, Itália, em 1819, filho de pais exemplares. Era o segundo de nove filhos. Desde jovem, mostrou-se sempre aplicado nos estudos e assíduo na oração.

    Aos 18 anos de idade, animado por uma filial devoção à Mãe de Deus, ingressou na Ordem dos Servos de Maria. Fez o noviciado em Florença e, posteriormente, estudou Filosofia e Teologia no Monte Senário, onde emitiu a profissão solene dos votos.

    Em 1844, um ano depois de sua ordenação sacerdotal, foi enviado para Viareggio como vigário paroquial. Em 1847, foi nomeado pároco e, durante 45 anos, até sua morte, exerceu esse ministério com grande zelo, dando a todos o exemplo de uma vida íntegra e incansavelmente voltada para Deus e para o rebanho que lhe fora confiado.

    Mesmo sendo pároco, continuou seus estudos e, em 1850, obteve o título de Mestre em Sagrada Teologia. Por muitos anos, foi prior de seu convento e prior provincial da Toscana, numa época hostil aos religiosos, quando vigoravam leis contrárias às Ordens e aos Institutos de vida comum.

    No exercício desses cargos, tendo sempre diante de si as palavras de Santo Agostinho, preferia ser amado pelos irmãos a ser temido, considerando-se feliz não por exercer a autoridade, mas por servir na caridade.

    Entre suas virtudes mais características destacavam-se a humildade de espírito, a discrição no falar, o contato habitual com Deus e o amor à pobreza. Não media esforços para levar todos a Cristo. Conhecia suas ovelhas uma por uma e as assistia com paternal solicitude, oferecendo-lhes a Palavra de Deus e fortalecendo-as com seus conselhos e ensinamentos.

    Sua caridade para com os necessitados não tinha limites, chegando, às vezes, a desfazer-se de suas próprias vestes para socorrê-los. Com razão, por isso, é tido como o Pai dos Pobres.

    Reservava boa parte do dia para atender aqueles que buscavam o sacramento da Penitência. Considerava ser seu principal dever reconduzir os pecadores a Deus, consolar os aflitos, perdoar os que o ofendiam, desfazer o ódio e as intrigas, reconstruir a paz nas famílias e atender assiduamente, com paternal amor, os doentes e os moribundos.

    Seu amor ao próximo alcançou uma expressão ainda maior durante a epidemia de cólera, entre 1848 e 1856. De dia e de noite, socorria os doentes, sem se preocupar com o descanso e sem temer o perigo do contágio.

    Deus o agraciou com muitos dons, em particular com o discernimento dos espíritos e o poder de curar. Algumas vezes, foi visto elevado do chão, em êxtase.

    Fundou em sua paróquia e dirigiu com particular solicitude uma Congregação de Irmãs Servas de Maria, dedicada à educação das jovens. Antecipando-se aos tempos, com o intuito de levar os paroquianos a aprofundar a fé, criou associações para crianças e jovens, para homens e para mulheres.

    Introduziu na paróquia a Conferência de São Vicente, recentemente fundada na França, e a Obra da Propagação da Fé. Fundou também a primeira colônia de férias à beira-mar, destinada à recuperação física das crianças.

    Em toda essa sua atividade inovadora, era sustentado e animado por um grande amor à Eucaristia e a Nossa Senhora das Dores, a quem havia solenemente consagrado a paróquia.

    Certa vez, em pleno inverno, despojou-se de sua capa e, com ela, cobriu um pobre que encontrou pelo caminho. Em consequência disso, contraiu pneumonia e, pouco tempo depois, em 12 de janeiro de 1892, após receber os sacramentos, morreu santamente.

    Todo o povo de Viareggio, até mesmo os inimigos da Igreja, chorou a perda do pai comum.

    Ao encerrar-se a primeira sessão do Concílio Vaticano II, no dia 9 de dezembro de 1962, o Papa João XXIII inscreveu-o no catálogo dos santos.

    Seu corpo repousa na Basílica de Santo André, em Viareggio.

Oração

Ó Deus tornastes admirável Santo Antonio Maria Pucci como servo da Mãe do vosso Filho e pastor do vosso rebanho:fazei que nos também, inspirando-nos na Virgem Maria, dediquemos nossas vidas propagação do reino de Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

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